Brasileiras estão entre as mas ansiosas

©Stockbyteª Atualmente as brasileiras estão entre as mulheres mais ansiosas do mundo, sempre ligadas ao 220v. O transtorno afeta 20% delas e 8% dos homens. Um pouco de ansiedade faz parte da vida, muitas vezes até nos ajuda, o sentimento causa uma reação que nos prepara para enfrentar os desafios. Mas observar com seriedade a saúde mental feminina é algo raro, ainda mais sem cair no sexismo – e foi por isso que um estudo na Universidade e Cambridge se propôs a fazer. Analisando mais de mil artigos e pesquisas sobre ansiedade e depressão desde 1999, eles chegaram a resultados assustadores: o transtorno é duas vezes mais comum nas mulheres do que nos homens. E o número independe de qualquer outra questão, como a classe social, a etnia e a localização no globo. Problemas psicológicos como depressão, bipolaridade e ansiedade não são incomuns. Ma verdade, segundo a OMS, eles atingem 1 a cada 3 pessoas no mundo, e quando só o transtorno de ansiedade é considerado o númeor vai para 4% da população global. Entre as mulheres 42% sofrem do transtorno, enquanto para os homens o número cai quase pela metade: 29% Mas o que é o transtorno de ansiedade? A OMS o define como o sentimento constante de preocupação, de incapacidade e de medo. Fisicamente a pessoa pode ter náusea, taquicardia e problemas de sono, e, quando têm um ataque, pode nem conseguir sair de casa. Esses sintomas ajudam a explicar por que é importante levar o gênero em conta no caso de transtorno de ansiedde: eles aparecem nas mulheres, segundo a pesquisa, por que elas permanecem em constante estado de alerta. Para dar uma ideia, uma em cada cinco mulheres será estuprada ao longo de sua vida de acordo com a OMS. Além disso, das 50 milhões de pessoas que vivem em situações de conflito, 80% são mulheres e crianças. Vítimas de violência doméstica, assédio sexual nas ruas, dentro de casa, no trabalho e nos transportes públicos também são, majoritariamente, mulheres. Ainda existe a pressão criada pelos múltiplos papéis impostos àmulher – como a maternidade – e a falta de apoio da familia se elas, enfim, decidem começar um tratamento psicológico. Frequentemente, explica o estudo, as mulheres sequer têm autonomia para compreender que o que estão sentindo trata-se de um transtorno de ansiedade. A conversa sobre doenças mentais é importante porque elas ainda são ignoradas quando o objeto de estudo não é o gênero. Estima-se que, no mundo inteiro, menos da metade das pessoas que buscam ajuda psicológica de fato a conseguem. Os próprios pacientes são relutantes em procurar ajuda – só duas em cada cinco pessoas que sofrem de transtornos procuram auxílio psicológico. Enquanto esse comportamento não mudar, a depressão e a ansiedade só continuarão a ganhar terreno. É necessário ligar o alerta : quando a ansiedade se torna excessiva, uma reação positiva passa a ter efeito contrário. Pise no freio! O consumo do Rivotril cresceu 800 vezes em menos de 10 anos no Brasil! Jovens mulheres têm mais tendência de sofrer para lidar com todas que colocam em cima delas! É pra lá pelos 28/30 anos que a maioria de nós tem o diagnóstico de doença mental. Cuide-se, se ame! Respire e entenda que por mais pesado que o fardo da vida possa ser, sempre há solução. Busque uma terapia, vamos conversar! Ponha pra fora o que te aflige, amiga!