Quem é você na relação?

O prazer sexual é conseguido não apenas através de estímulos corporais, mas também através de estímulos mentais, pela realização de fantasias e a representação, pelo casal, de determinados papeis. Na carona do livro que causa frenesi atualmente, 50 tons de cinza, preparamos o post de hoje especialmente para você, que quer entender mais sobre esses papeis sexuais. As relações sadomasoquistas exemplificam muito bem o que queremos dizer. O desejo que as partes nessas relações sentem é provocado pelo papel que elas assumem, seja o papel do sádico (dominador) ou o papel de masoquista (submisso). Esses papeis são frutos de uma escolha subjetiva e, sem entrar no mérito da psicologia desses indivíduos, são escolhas que visam despertar o desejo e a realização sexual. Enquanto uns se excitam dominando, infringindo dor e impondo tudo o que deverá ser feito na relação sexual, outros se excitam e se realizam obedecendo, sentindo dor e fazendo tudo o que seu mestre dominador mandar. Quem somos nós para julgar o desejo do outro? E quando um dominador encontra um submisso, desejamos mais é que eles sejam muito felizes e realizem as suas mais obscuras fantasias! O dominador Mesmo no âmbito das relações sexuais mais cotidianas, também podemos encontrar essa dualidade entre dominador e submisso e, em nossas próprias relações, podemos identificar esses papeis. Quem é que sempre toma a iniciativa da relação sexual? Quem é que na maioria das transas “fica por cima” e assume o controle, os movimentos e a intensidade do sexo, retardando ou acelerando, de propósito, o gozo do outro? Quem é que propõe novas posições, que fala baixarias e que puxa o cabelo? Quem é que, nos locais mais inapropriados, começa a excitar e a propor práticas sexuais? A partir dessas perguntas, não é difícil descobrir quem exerce o papel de dominador na sua relação. O submisso Ao lado de um dominador, geralmente, está um submisso. Já pensou em dois dominadores se relacionando? Pela lógica, isso seria impossível, ou possível apenas por um curto período de tempo, pois o dominador exige que a outra parte seja o seu oposto para que ele mesmo possa exercer plenamente sua dominação, sua vontade de mandar. O submisso, ou o passivo, pode ser identificado como aquele que nunca toma a iniciativa da relação sexual. É aquele que, na maioria das transas, está sob o controle do seu parceiro e que, além disso, faz tudo o que lhe é solicitado. É quem que geralmente está por baixo e que goza apenas quando o outro quer, é aquele que tem os cabelos puxados, que ouve as baixarias e que deixa que o outro o faça de gato e sapato. Mas atenção! Antes que você o julgue e ache que ele é um coitado, um frouxo ou uma pessoa sem iniciativa, saiba que esse foi o modo encontrado por esse indivíduo de sentir prazer, de se excitar e, ainda, de excitar o outro.